segunda-feira, 24 de março de 2008

Ovelhas e não Coelhos!

Só vi ovelhas descascadas e depenadas, mas tava bem bom! Mas bhá!
A foto eu fico devendo! Fica pra próxima e sinceramente, tomara que tenha próxima, eu amei!

Vou conhecer o estado!
Nascer e crescer em Porto Alegre não é tão ruim, pior é ter pai e mãe que também nasceram e cresceram aqui. Nenhum tio, , , primo pra visitar!?

Ainda bem que tenho amigos, amigos tem amigos, que tem primos, que tem , e muitos tios. Tudo estava ótimo, tudo estava maravilhoso e ainda falavam do meu sotaque: que eu canto pra falar, que eu sou a que mais falo com sotaque de Porto Alegre. Então tá!

*****
Meu pensamento vai comigo.
Viaja muito mais longe que carro ou avião são capazes de ir.
Não há peão neste estado ou em qualquer outro capaz de laça-lo.
Se eu não estou contigo.
Estou.
Se eu estou contigo.
Estou.
Temperar a vida com a maturidade da distância, a alegria do encontro e a ansiedade desta espera.

quinta-feira, 20 de março de 2008

No final, se todos não nos unirmos, morreremos sós!

Mas hoje se você sair da sua segurança insegura.
Mas hoje se você sair da sua paciência impaciênte.
Mas hoje se você sair da sua acomodação incomoda.
Nós todos seremos felizes!

Fronteira.

Hoje eu vou pra fronteira.
Vou tirar foto com a ovelha.
Eu que nasci nesta cidade, não conheço a coitadinha.
Ou eu que sou coitadinha por ter nascido nesta cidade.
E não conhecer o interior.
E não dormir de porta aberta.
E não corri em campo aberto.
E não subi em árvore.
E amo cheiro de campo.
E amo cheiro de chuva.
E sonho tanto com a tal liberdade.
E ao mesmo tempo me sinto desprotegida fora das gaiolas dos apartamentos.
E acho cavalo tão alto.
E sonho com a casa de campo.
E sonho com o homem no campo.
E o homem do campo na casa de campo no interior.
E a casa de quatro paredes.
E a casa enorme.
E eu trouxe a foto da ovelha.
Eu e a ovelha.

A ovelha vai a pet shop?

Temperar a vida com sonhos de cidade em campo aberto. Campo aberto para sanar os devaneios da mente aberta.

terça-feira, 18 de março de 2008

Pra ser sincero!

Eu estou algumas vezes em mim, mas não esqueci daqui.
O tempo que me afastei, bom tempo por sinal, foi por pura desculpa da falta de tempo. Sim pq falta de tempo não existe, o que existe é falta de organização, falta de prioridade ou falta de vontade.

E vamos ser bem sinceros!?
Não há necessidades de meias palavras nesta altura do campeonato.

E falando em campeonato ele segue com os seguintes ingredientes, mas sem regras definidas "vale tudo": amor, fé, respeito, sinceridade, boa convivência, amizade, companheirismo. Tudo baseado no eu e no nós do nó - aquela velha história! Apenas a diferença é que o nós somos "apenas" nós dois.

E vamos ser bem sinceros!?
" Se a estrada é longa e o caminhar te cansa eu vou contigo ..." pq é por amor!

E vamos ser bem sinceros!?
" Não me pergunte onde fica o Alegrete. Segue o rumo do teu próprio coração ..." esta história nem começou ...

E vamos ser bem sinceros!?
Temperar a vida sem teus movimentos e com minhas palavras, é tudo de bom!

terça-feira, 11 de março de 2008

Não precisa ser para sempre, mas precisa ser até o fim!:: Rosana Braga ::

‘Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’.O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é conseqüência. Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”. Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):... “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” ... Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou.Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais imbecil que seja, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois... bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”. Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!

1 minuto para o fim do mundo ...