segunda-feira, 30 de novembro de 2009

As diferenças são o que importam entre nós.

Se és igual a mim, não serve. Quero a magia das diferenças. Amigos que somem. Amores que multipliquem. Quero muita matemática. Estou no ponto zero e daqui só somando e multiplicando. Obrigada aos amigos diferentes. Sou melhor hoje por mim e por vocês. Obrigada aos amores indiferentes. Sou amada hoje por mim e sem vocês.
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sábado, 21 de novembro de 2009

Adote um Gatinho!



Veja o que achei na net:

http://luizmeira.com/alergia_pets.htm

Fala completamente ao contrário do que se imagina !!!
Quem tem alergia ao pêlo do gato, provavelmente tem alergia à lã e qualquer outro tipo de "pêlo".

Quanto à toxoplasmose, saiba que o gato portador do toxoplasma (e não são todos) elimina os "ovinhos" somente uma vez na vida !!!! Ou seja, ele não representam perigo constante como se imagina !
Além disto, uma pessoa que nunca teve contato com gatos pode pegar a toxoplasmose pela ingestão de carne contaminada e mal passada.
Leia o artigo de um veterinário (logo abaixo) e não dê ouvidos a todas estas bobagens que falam sobre gatos !
Eles excelentes companheiros, muito limpos e muito independentes !
Boa sorte com seus gatinhos,ou melhor, com seus pais e irmãs .
______________________________________…
TOXOPLASMOSE >> Dr. Paulo Menezes, supervisor veterinário da SUIPA (Sociedade União Protetora dos Animais)

SERÁ QUE A CULPA DA FALTA DE SOLIDARIEDADE
NESSA VIDA TAMBÉM É DO GATO?????


Há mais de vinte anos exerço a profissão de médico veterinário no Estado do Rio de Janeiro. Todos que me conhecem, sabem que sou tranqüilo, não brigo, quero apenas viver pacificamente, junto à minha família e tentando salvar as vidas pelas quais tenho o maior respeito - as dos animais.

Mas acho que agora não dá mais para me calar! Desde a época da Inquisição, as pessoas queimavam os gatos, em rituais religiosos, o pobre do gato preto está sempre furado com agulhas nas encruzilhadas. Se uma criança tem um gatinho em casa, imediatamente a família acha que, o indefeso gato, é a causa principal pela doença do bebê.

Enfim, escuto as maiores asneiras, quando dizem que o gato transmite asma, transmite bronquite, faz parte do "demônio", "dá azar" e, agora, com a morte de uma atriz (que há seis anos estava com linfoma) que tinha apenas dois gatos e que contraiu a toxoplasmose, estão culpando - MAIS UMA VEZ - os gatos.

Soube que a senhora que faleceu, tem uma irmã com 84 anos, que tem 23 gatos em sua residência e, graças a Deus, até agora, parece não haver qualquer tipo de problema de saúde. Aconteceu uma fatalidade, porque certamente o sistema imunológico da senhora que faleceu já deveria estar bem enfraquecido. A toxoplasmose no ser humano é facilmente tratável, através de antibióticos adequados e corretos, conforme entrevistas de médicos imunologistas.

Amigos, a toxoplasmose, é transmitida pela ingestão de carne crua, carne mal cozida ou verduras mal preparadas. As fezes do gato podem transmitir essa zoonose, caso o animal esteja com a doença. Mesmo assim, em geral, os gatos desenvolvem imunidade ao toxoplasma depois da infecção inicial e, portanto, só eliminam os oocistos UMA VEZ em seu período de vida.

As pessoas também deveriam ter o hábito de lavar as mãos antes das refeições para prevenir a contaminação e, o recolhimento das fezes, deveriam ser com luvas, jornais, sacos plásticos etc... para que não houvesse contato direto.

Acho que já falei bastante, mas ainda tenho uma dúvida: Será que a falta de solidariedade existente em grande parte do ser humano também tem como causa principal o GATO?????

Paulo Roberto Lima de Menezes

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Um homem vai ao cassino, ganha um milhão, volta para casa e se suicida".

Ele não teve coragem de dar qualquer telefonema, pensou seriamente para quem ligar e contar o absurdo dos fatos. Impossível! Tanto os amigos, quanto os filhos e parentes não entenderiam. Assim como ele não entende e está, até agora, perfléxo.

Caminhar as onze quadras, completamente desnorteado, não aliviou as dores no corpo. Dispensar segurança, motorista, governanta, cozinheira, copeira, passadeira, costureira, alfaiate, personal stile, personal trainner e jardineiro não aliviou as dores na alma. Nem a solidão.

Sentado na poltrona da esquerda, da ampla sala norte, sem qualquer som e apenas luzes indiretas, pensava no acontecido. Pensava no Iate atracado na costa de Malibu, no apartamento com vista para o Arco do Triunfo, do quinto andar inteiro na Vieira Souto, no lar fazenda do Uruguai, na filha e os dois netos na Inglaterra, no filho surfando entre a Autrália, Bali e Nova Zelandia e na esposa, amada esposa, descansando em paz. Tudo tão distante.

E nada ajudava ele a entender os fatos. Como aquele AS de Espadas poderia virar o jogo? Como todos os demais estavam blefando? Como ele não percebeu? Como ele teve coragem de apostar tudo? Como os demais também tiveram coragem? E principalmente, tão somente, como ele poderia ter ganho, em minutos, o triplo de um ano de renda fácil.

Ficou pensando na cifra absurda, no primeiro milhão aos vinte e quatro anos, na lista da Forbes aos vinte e oito e agora, com cinquenta e três, na tranquilidade em ser rico, ter tudo e ainda contar como a mesma sorte do principiante. Sorte não existe, o que existe é trabalho, mas qual é o conceito do jogo? Faltava apenas ser feliz e útil. A sensação era de já ter encarado todos os desafios e ter ganho todos eles, menos o maior desafio da vida: o de ser feliz.

Realmente o que ele ouvia quando criança, no interiro de Uruguaiana, era a mais pura verdade, o dinheiro facilita a felicidade, mas não traz. E não trouxe mesmo e nem fez feliz e nem ajudou e nem foi útil e perdeu o sentido e desejou morrer, mas só por aquela noite. Amanhã fará tudo diferente!
Se ele não é útil seu dinheiro será!
Desta vez será e fará feliz!
Novos planos e nova vida, mas só depois de morrer.

Temperar a vida com a morte nossa de cada dia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Carta Repetida.


O apagão fez isto com ela, além de ter que levantar manualmente, em plena madrugada o portão da garagem, entrou pé por pé em casa e pisou no gato. O gato preto sempre fica na porta esperando quem entra, assim como o gato amarelo sempre fica na porta do quarto espiando.

O podre gato voou longe. Coitadinho!

Na hora em que ela se arrastava para a cozinha a luz voltou. O gato sumiu e os olhos ofuscaram. Que bom que a luz voltou, pois desta forma será bem mais fácil encontrar o kit: Neosaldina, Emo e Magnésia Bisurada, Dorfex - tudo junto. Será que ela pegará Plasil também?

Para pegar todos os medicamentos teve que soltar o buque, sim ela pegou o buque no casamento. Ergueu a cabeça e ele veio em sua direção, sem ação para as demais. Depois de tanta alegria, felicidade, surpresas, emoção, lágrimas e sorrisos, discursos, chopp, churrasco e descontração - o buque foi o final quase perfeito.

Perfeito se o seu noivo tivesse caído em cima dela! Nunca vi mulherzinha mais desligada, temo que mesmo ele caindo na sua cabeça ela ficasse pensando: será? mesmo? agora? quando? onde? mas ... mas ... então! E ele passasse despercebido.

Ela largou o buque na sala de jantar, na mesa, que estava toda bagunçada após um jogo de canastra entre as quatro tias, um tios, um primo e sua avó. Percebeu que todas as cartas estavam na mesa, baralho duplicado pela quantidade de gente para jogar. E também percebeu que todas as cartas estavam com as figuras, os naipes, para baixo e apenas quatro estavam aparecendo. Duas figuras repetidas: dois AS de ouro e dois REIS de espada.

Ela se sentou e ficou observando a cena do buque e das cartas repetidas. Ela gosta de cartas repetidas, ela entendeu a mensagem, ela desejou que a mensagem fosse realmente uma mensagem do tipo presságio. Só ficou na dúvida entre o AS e o REI.

E na dúvida ficou com o Coringa!

Temperar a vida com figuras e cartas repetidas. Se boas lembranças vêem, que mau tem?
Hehehe!!!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cruzeiro no Sul.

Ela olhava ele de vez em quanto. E percebia que os olhares se cruzavam. Um queria ver o que o outro estava fazendo quando não estavam juntos.

Não podiam ficar sempre juntos, mas quando ficavam o toque era suave, perfeito, certo e quente. Assim como os movimentos.

Ela ligou várias vezes para ele hoje. Assuntos puramente profissionais, mas se ele soubesse a falta de profissionalismo dela ?!! Ficaria rubro!

E esta dor, angustia, ansiedade que não passa?

Temperando a vida com conversas cruzadas, pernas cruzadas, dedos cruzados e nada de braços cruzados.

sábado, 14 de novembro de 2009

Os livros que eu não li.


Era uma sexta-feira e ele chegou pontualmente as 18 horas e 30 minutos em casa, estacionou seu carro na estreita vaga, era um dia chuvoso, muito frio e com muito vento. Não havia outro querer que o aconchego do sofá, do cobertor, do vinho tinto e dos petiscos prontos do armário.

Foi exatamente como todas as outras sextas-feiras: banho, chinelo, roupa confortável, sofá, celular próximo e comidinhas prontas. Simples e fácil assim.
Não fosse por um detalhe completamente diferente de todos os outros dias: ela ainda não tinha chegado . ? ! ... , : Onde ela foi . ? ! ... , :

O tempo passou e ele percebeu que havia algo diferente no ar, sua espera se transformou em angustia, de angustia para ansiedade, de ansiedade para tristeza, de tristeza para solidão e de solidão para "e agora" . ? ! ... , :

Levantou lentamente, com esperança em uma virada emocionante na história. Chegou a ficar imóvel por poucos segundos, fechou os olhos, mas sua realidade era diferente naquele dia e realmente haviam objetos em outros lugares, vazios nas estantes, livros, cds, lps e dvds faltando e a coleção inteira de taças coloridas de cristal não estava na cristaleira de 1823.

A maior falta sentida era a dela e os objetos eram apenas símbolos do vazio. Não havia justificativa, nem entendimento, apenas as dúvidas, a falta de respostas e a confusão, desorientação momentânea. Olhou para o teto, as paredes e para a porta e encontrou, na porta da geladeira, preso pelo imã "Estive em Barretos e lembrei de você" um envelope. Dentro uma carta, nas palavras a justificativa e algumas poucas respostas:

Eu quero ser poeta e ter a linguagem perfeita, assim como a forma para falar contigo. Não quero meias palavras ou artimanhas ou conquista baratas ou papos furados.

Eu quero simplesmente calar e ser entendida.

Eu quero ser modelo e ter o corpo perfeito, aquele que é perfeito para mim ser tua cada vez que assim quisermos. Não quero estrias ou celulite ou gordurinhas localizadas e principalmente não quero não-me-toque.

Eu quero simplesmente despir e ser entendida.

Quero rir, divertir, dançar, cantar, beber, comer, cozinhar, sair, conversar e estar sempre acompanhada do amigo e do amante - tudo em um só. Algumas vezes mais amigo e algumas vezes mais amante. E que exista distância e espaços individuais. E que exista respeito com esta individualidade. Que tua presença seja constante no meu sentir e na tua falta eu sinta realmente falta e não alívio.

Eu espero que esta carta seja o nosso começo.


Ele pegou o celular e na necessidade de respostas e de solução imediata - ligou para ela. Tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou, tocou e caiu. E ele não se deu por vencido mandou a seguinte mensagem: sinto um imenso alívio por sentir muito e realmente a tua falta.

Eu temperei o dia de hoje com um pouco de dor, angustia, ansiedade, tristeza e solidão, com muita saudade, com a minha eterna e inveterada esperança, com meu melhor, com meus desejos, orações e pedidos. Carreguei meu dia com boas energias.
Por fim, te amei, na falta, mais um dia!

E vai entender?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Temperar a vida com Walt Disney.

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Para meus amigos!
Em especial o amigo do início do alfabeto e as do meio.

Terei, tatu e tá boa.

Comprei
Cobri
Acendi
Despetalei
Espalhei
Queimei
Perfumei
Penteei
Depilei
Maquinei
Despi
Deitei
Adormeci
Acordei
Posicionei
Suei
Movimentei
Usei
Falei
Sussurrei
Oxigenei
Morri
Ressuscitei
Murmurei
Encantei
Virei
Arrepiei
Desabei
Acabei.

Temperar a vida com a conjugação correta do verbo TER - terei!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Admirar X Invejar

Peguei uma escada, subi bem rápido e fiquei espiando por cima do muro toda a movimentação que eu apenas ouvia e imaginava. Era um dia nublado e já ia chover.

Acho que será um campo de futebol para as crianças, não sei bem, só sei que tem um sistema de irrigação automática, adubação periódica, dois jardineiros, um cortador automático e mais alguns equipamentos que, sinceramente, não tenho a mínima idéia para que servem.

Aquele gramado é lindo! O monogromático tem suas nuances!
O verde é perfeito, o corte preciso e o cuidado constante. Houve um alto investimento para compor aquele jardim com um gramado tão lindo e encantador.

No outro dia de sol forte, dia aquecido, fui fazer companhia para a senhora do 201 que tem o hábito de tomar chimarrão na calçada. Claro que eu coloquei a minha estratégicamente posicionada para ver o gramado.

O papo era mais ou menos, mas a vista era perfeita. Nenhuma folha fora do lugar. Nenhum capim maior que o outro. Será que usam régua? Estava em paz, olhando entre as grades frontais da casa ao lado. Tudo maravilhoso!

Chegou o vizinho do 402 e trouxe biscoitos com mais uma térmica. Sentou ao nosso lado e falou, sem dó nem piedade, meio cabisbaixo: o gramado do vizinho é sempre mais bonito (...)!

Parei.
Choquei.
E me perguntei: e tu cuida do teu gramado?

Temperar a vida cuidando do próprio gramado e não invejando o do outro. Assim (...) parada e chocada ainda!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Amar diferente.

Vi um homem jovem e bonito, com um elegante terno claro, cabelos bem aparados, mas moderno corte, alto, moreno, olhos grandes e castanhos. Achei interessante a cena, pois todos estavam indo na calçada, percebi todos indo de roupa escura e ele, único, voltando de roupa clara.

O sinal estava fechado e eu parada observando os passos dele contrários ao da multidão. A cena era bonita, contraditória e admirável. Rapidamente pensei em um significado para o fato, algo que aquele único quisesse me dizer.

Se fez a luz em meu conturbado pensamento, se veio a voz, que é minha, falando o significado: são pouquissimos os que não guardam ressentimentos, são poucos que vêem beleza nos bons sentimentos e os valorizam, menos os que acreditam no amor, menos ainda os capazes de perdoar e apenas um é capaz de expressar tudo que sente e ser feliz.

Há pouca felicidade então (?), pois a dor, no momento sentir, torna as pessoas escuras, distantes, mas protegidas. Não pensei algo bom sobre as pessoas que estavam indo, pensei angustia, solidão, sofrimento, ressentimento, inveja, vingança, desordem, descrença, desentendimento, desconfiança, incapacidades, cinismo, pessoas que acreditam apenas na evolução pela dor do semelhante - "se ela cair ela volta melhor" ou "ela precisa perder para dar valor" ou "a grama do vizinho é a mais bonita" ou "quanto mais alto maior o tombo" ou "tua derrota é a minha vitória" ou "a vida vai te ensinar" ou "me procura só na hora do aperto" ou "eu avisei" ou "tu não imagina do que sou capaz" ou (...) tantos ditos populares.

Ainda bem que só vi o rosto do moreno de terno claro.
Ainda bem que o sinal abriu e eu fui embora.

Acredito na evolução pelo amor, como primeira e grande opção oferecida de forma gratuida, generosa e abundante. A segunda ... bom deixa pra lá!

Temperar a vida com grandes oportunidades aproveitadas de amar de forma gratuita, sem cobranças ou dividas. Fazer por fazer o justo. Servir por servir para o bem. Amar por amar o semelhante e o diferente!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Voltando do Uruguai.

Ela me ligou, neste final de feriado, cheia de histórias. Me contou várias sobre família, amigos, muitas atividades, alguns livros, tv, filmes e afazeres domésticos.

Não entendi muito bem a euforia em atividades simples e corriqueiras. Não que não haja magia nas simplicidade das atividades do dia a dia. E muitas amigas minhas usam o feriado para descansar e só, mas ela ???

Fiquei com vários pontos de interrogação.

Onde estará aquele homem maravilhoso que ela conquistou por inteiro?
Como estará aquela história linda de começo surpreendente?
Por que ela não inclui nenhuma participação dele no feriado se eles se amam tanto?
Será que esta história, cheia de amor, se perdeu na curva?

Fiquei meio assim de perguntar. Vai saber até onde podia meter a colher, sempre se diz que em briga de marido e mulher não se mete a colher.

Mas houve briga?

Pensando bem até poderia haver, não há casal que não brigue, até aquece na cama na volta, mas creio que a maior dificuldades dos dois era o diálogo. As conversas pareciam profundas e verdadeiras, mas faltava entendimento do que realmente era importante e fundamental na relação.

Ela sempre me falava isto, mas será que falava verdadeiramente pra ele o que ela queria?
E se falava será que ele entendia?
E ele, como será que agia?

Vários gaps de comunicação e quem tem noções de marketing sabe que não basta falar, tem que se fazer entender. Não basta ouvir tem que querer entender.

E alguns fatos, fotos e fofocas só são despejados no limite da falta de tudo: podia secar uma gota por dia e ajustar, mas vira um balde enorme derramando todo de uma vez. Vira uma mega briga cheia de razões e desentendimentos.

Só sei que há vários tipos de faltas de diálogo.
Uma facilidade enorme de culpar o outro.
Não olhar pro próprio rabo.
Achar que o outro tem que mudar da água pro vinho.
E que eu sou perfeita, ofendida e injustiçada.

Quem sabe não é nada disso e ele foi pra casa dos pais no interior?

As minhas dúvidas continuaram e eu com medo de perguntar e ela continuou a falar da roupa manchada com vinho, do shopping, do super que tava aberto no feriado ... blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá e eu interessada em outros assuntos.

Ela sempre me contou do amor que ele tem. Da sua enorme capacidade de demonstrar seu amor, sentimentos, com palavras, gestos e presentes. O amor dos dois é inspirador na luta diária da conquista da batida perfeita de quem não tem.

Eu não acreditava que ele não fazia mais parte da vida dela. Comecei a me indignar!!! A xinga-la, mentalmente, da tamanha burrada que ela estava fazendo. Dispensando uma grande oportunidade de ser feliz, de estar com alguém sincero, fiel, companheiro, amigo e que, assim como ela, estava aprendendo a amar, ajustando os erros e se dando uma chance, a cada dia, de ser ainda mais e mais e mais feliz.

Me subiu uma gana ... será que ela não sabe o tamanho do amor? Será que a amargura não pode dar lugar ao amor e ao perdão? Será? Será? Será? Será? Será que ela terá que passar por tudo que eu passei e só saber o valor quando realmente perder todas as chances de ser feliz e estar com ele?

Foi ai que, possuída de raiva, perguntei: e o fulano?
E ela respondeu: Tá bem! Foi pescar com papai no Uruguai.
Respondi: Ai que bom! Mas ela nem imagina o tamanho deste BOM.

Temperar a vida com uma chance para o verdadeiro amor.